Há vezes em que a vida nos força ensina cedo a calar. A esconder a própria voz e guardar versos da nossa história no escuro. Até que um dia, quase sem pedir licença, essa voz explode, transborda. Com Noah Nailo foi assim.
Cresceu no interior paulista, em Lorena, no Vale do Paraíba, entre silêncios que falavam mais alto do que qualquer palavra e onde os sonhos, muitas vezes, esbarram em fronteiras invisíveis. Mas a música seguia latejando dentro dele, insistindo em existir.
Primeiro vieram as análises musicais no YouTube, onde transformava sua paixão pelo pop em conteúdo que conquistou público. Depois, os covers: um espaço para mostrar um pouco mais de si, mas sem entregar tudo. A voz, afinal, ainda não era completamente dele. Ainda faltava coragem para assumir o próprio grito.
No próximo dia 12 de setembro, esse grito finalmente chega. E tem nome: “Viviane”.

O single carrega a força de uma história íntima e dolorosa: a ausência materna e uma saudade crua, transformadas em música. Com baixos e guitarras inspirados nas influencias nacionais dos anos 80, além de uma atmosfera carregada de emoção, a faixa é ao mesmo tempo confissão e libertação, uma espécie de exorcismo feito em versos.
É assim que Noah Nailo se apresenta ao mundo. Um artista que, antes de tudo, decidiu se reconhecer como tal. Inspirado por gigantes da música brasileira como Cazuza, Rita Lee e Ney Matogrosso, Noah bebe da fonte de quem soube transformar dores pessoais em arte coletiva, e agora trilha seu próprio caminho, buscando espaço entre os novos nomes da cena independente.
O pré-save já está disponível clicando aqui, e uma prévia da canção será postada em suas redes.
Noah Nailo mostra que sua estreia não é um simples começo, mas também a libertação de uma voz que não quer mais se esconder. Talvez seja cedo para falar em futuro, mas uma coisa já é clara — seu próximo artista independente favorito pode ter acabado de nascer.

Deixe um comentário